Julia Roberts e Kristen Stewart driblaram os seguranças e desfilaram pelo red carpet do Festival de Cannes 2016 sem os sapatos. O acontecimento não foi isolado, mas sim uma forma de protesto, uma quebra de protocolo, pelo fim da obrigatoriedade do uso de salto alto na cerimônia.
Julia Roberts subindo as escadarias do Festival de Cannes descalça
No ano passado, algumas personalidades foram barradas do Festival por não estarem trajadas de forma "adequada" (de acordo com o protocolo oficial, adequado seria estar usando salto alto). Por conta disso, Julia e Kristen resolveram inovar neste ano e desfilaram descalças pelo tapete vermelho.
E você o que acha da obrigatoriedade do uso do salto alto em eventos como esse?
Kristen Stewart acena para os fotógrafos com os sapatos nas mãos
Curiosamente tenho a chance de resenhar sobre um livro e um filme ao mesmo tempo. Comprei o livro Comer, Rezar e Amar na livraria da rodoviária numa das minhas idas e vindas quando dividia a minha vida entre duas cidades. Me atraía o título, que tinha visto em diversas prateleiras e o marco na capa de que milhões já haviam o lido. Estava em um dia em que eu precisava ler algo e entrei despretenciosamente na livraria. Pulei a parte de revistas e fui pra de livros, foi o primeiro livro que peguei e li as orelhas, fazia muito sentido com o que eu estava vivendo no momento. Comprei. Não li da mesma forma voraz e afobada que li Marian Keyes, mas li como se cada página fosse uma espécie de interiorização e desabafo, como se nós que existiam dentro de mim estivessem desatando-se ao longo da leitura e posso sim dizer que o livro mudou a minha vida.
Em Comer, Rezar e Amar, Elizabeth Gilbert narra sua difícil decisão de terminar seu casamento e ir viajar durante um ano para três países que, coincidentemente, começam com a letra I: Itália, Índia e Indonésia, para fazer uma lavagem espiritual, ficar de bem com ela mesma e encontrar seu "Deus interior". O livro é muito bem escrito, de forma que parece que a autora está sentada conversando comigo pessoalmente e ambas compartilhamos momentos de alegria e tristeza. Eu consegui sentir tristeza quando ela estava triste e felicidade quando ela estava alegre, é de mergulhar nos sentimentos mesmo!
Como eu também estava passando por uma fase na qual buscava melhorar e mudar, senti uma proximidade com as situações. Para quem está vivendo uma fase de mudanças ou está sufocada com a vida que está vivendo, é libertador.
O Filme. Como toda adaptação de livro nunca fica do jeito que a gente quer, esse não seria excessão. O filme corta muito do sofrimento que a Liz passou até decidir viajar, então o público pode achar que ela é uma maluca egoísta. Mas o filme não tira a essência das descobertas e delícias dela, além das frases bonitas e lições de vida, mesmo não tendo colocado uma das minhas colocações favoritas ditas pelo cara do Texas no Ashram, na Índia, algo do tipo: Deus existe dentro de você, então pare de procurar respostas no mundo e volte ao seu centro, procure respostas dentro do seu coração. Não achei o filme ruim, de modo que assistirei mais vezes, mas certamente o livro é muito melhor e mais profundo.
Escolhi começar essa coluna com uma das minhas escritoras prediletas: Marian Keyes. Conheci nas prateleiras das livrarias (lugar difícil de me encontrar... rs) e sempre tinha curiosidade em ler pois sempre via novos títulos sendo lançados. Um belo dia fui atrás dos títulos para escolher um e conhecer, comecei por Casório?! (sim tem a ? e o !). Li as cerca de 600 páginas compenetrada no sofá da sala e rindo litros - minha roommate ficava morrendo de curiosidade em saber do que eu ria tanto - em 1 semana tinha lido tudo.
Não passou muito tempo e resolvi começar a respeitar a ordem cronológica das coisas e comprei seu primeiro romance, Melancia. Aproveitei que tinha acabado de ser lançado na versão pocket, perfeita para levar para qualquer lugar.
Li Melancia em cerca de 3 dias (sim ele tem umas 600 páginas também!) da mesma forma que Casório?!: compenetrada e rindo muito - parava só pra ir ao banheiro quando estava MUITO apertada e comer, quando estava morrendo de fome. A escrita é leve e muito atual - parabéns a tradução também, e a história é tão bem elaborada que não te deixa querer largar o livro, você se amarra numa obsessão em que só volta a vida social quando souber o fim daquilo. Melancia conta a história de Claire Walsh (família que também participa de outros livros da autora), que tem mais 4 irmãs, natural de Dublin, mora em Londres com o marido James e está grávida. No dia em que dá a luz ao filho, ela é abandonada pelo marido ainda no hospital. Ele confessa a ela que tem um caso com a vizinha (que também é casada) há mais de 6 meses. Claire se vê abandonada, toda redonda e com um bebê para cuidar. E isso é só o começo de uma divertida história de superação, auto estima e conflitos. O final é totalmente surpreendente.